Prévia Fase de Grupos Libertadores 2018 (Grupos Pares)
(Por: L. F. Garcia)
Igualando seu recorde de participantes (47) e também de participantes brasileiros (8), a Conmebol Libertadores 2018 promete ser uma das mais emocionantes, contando com 17 campeões da competição (16 na fase de grupos + o Olímpia-PAR, eliminado nas fases prévias). Isto é, das 32 equipes da fase de grupos, 50% têm seu nome gravado na taça. E desses dezesseis clubes, nove estão presentes nos grupos pares.
GRUPO 2:
No grupo 2 por exemplo, temos dois campeões: o Atlético Nacional, da Colômbia, vencedor das edições de 1989 e 2016; e o Colo-Colo, do Chile, campeão em 1991. Ao lado deles, temos o Bolívar (Bolívia) e o Delfín (Equador).
Neste grupo, o Atlético Nacional chega como grande favorito. O campeão do "Torneio Apertura da Colômbia" de 2017 vem forte sob o comando do argentino Jorge Almirón, vice-campeão com o Lanús ano passado, estando atualmente na 3° colocação do "Apertura 2018". Apesar da perda do goleiro Franco Armani (uma das principais peças da conquista de 2016), os verdolagas tem uma base forte com o capitão Alexis Henríquez na zaga, e o também zagueiro Diego Braghieri e o goleiro Fernando Monetti (vice-campeões em 2017 com o Lanús de Almirón), além de alguns nomes já conhecidos pelos brasileiros como o do volante Edwin Valencia (ex-Fluminense), Camilo Zúñiga (que tirou o Neymar da semifinal da copa do mundo de 2014), Vladimir Hernández (ex-Santos), e também o camisa 10 campeão em 2016, Macnelly Torres.
Além do bom time, o maior campeão colombiano com 16 títulos ainda conta com a força do poderoso estádio Atanasio Girardot, fundamental na conquista da América em 2016.
| Atlético Nacional (COL) levantando a taça de campeão da Libertadores 2016 após bater o Independiente Del Valle (EQU) por 1x0, no Estádio Atanasio Girardot (Medellín). Fonte: Fifa.com (França) |
O outro campeão continental do grupo, o Colo-Colo, chega como possível adversário dos colombianos na briga pela primeira posição. O "Cacique" (como é conhecido) é o time de mais tradição no Chile, sendo o maior campeão nacional com 32 conquistas (incluindo a última edição) e o único clube do país a conquistar a Libertadores. Sua principal arma é, sem dúvida, o Estádio Monumental David Arellano, com capacidade de mais de 47 mil lugares, mas o seu time também conta como boas peças como o experiente goleiro Agustín Orion, ex-Boca Juniors assim como o zagueiro Juan Insaurralde. O camisa 10 do time é bastante conhecido pela torcida do Palmeiras: o chileno Jorge Valdívia. E o ataque fica comandado pela mistura entre o artilheiro de 37 anos Esteban Paredes e o jovem Nicolás Orellana, de 22 anos.
O Bolívar é um dos times que pode surpreender caso os favoritos do grupo vacilem. O clube, que é o maior campeão boliviano com 22 títulos, destaca-se por sua vasta experiência na competição: são 32 participações na Libertadores, sendo assim, um dos 10 times que mais jogaram o torneio. Apesar dos números, o Bolívar (tal qual todos os clubes bolivianos) não tem muito sucesso na competição; seu melhor resultado foi uma semifinal em 2014, na qual eliminou, inclusive, o brasileiro Flamengo ainda na fase de grupos. O grande destaque do lado boliviano é a tradicionalíssima altitude. Seu estádio, o Hernando Siles, fica localizado a 3637 metros acima do nível do mar, na capital La Paz.
Outro fato curioso do "Fútbol Club Bolívar da Bolívia" é que ele será comandado pelo treinador brasileiro Vinícius Eutrópio, ex-Chapecoense.
A grande surpresa do grupo 2 fica por conta do caçula equatoriano Delfín Sporting Club. A equipe fundada em 1989 fará sua estreia em competições internacionais contra o Bolívar, na 1° rodada da Libertadores 2018, no dia 27/02. Chegando como atual vice-campeão equatoriano, o time da cidade de Manta entra na libertadores de 2018 não só como o debutante, desacreditado e zebra do grupo 2, como também de toda a edição 2018. Ao clube do técnico uruguaio Guillermo Sanguinetti resta inspirar-se no seu compatriota Independiente Del Valle, que chegou ao surpreendente vice-campeonato na edição de 2016 (eliminando o todo-poderoso Boca Juniors na semifinal) após vir das fases prévias da competição e sem nunca ter conquistado um único título da primeira divisão de seu país.
GRUPO 4:
O grupo 4 é, sem a menor dúvida, um dos grupos mais equilibrados e difíceis da atual edição. Assim como o 2 é composto por dois campeões da competição. São eles o tricampeão da América e gigante argentino River Plate, e o campeão de 1981 e multi-campeão brasileiro, Flamengo. Junto a eles temos ainda o equatoriano Emelec, tradicional em libertadores, e o colombiano Independiente Santa Fé, que vem crescendo nesta década, com direito a um título da Copa Sulamericana em 2015.
Analisando de maneira fria, minhas apostas para esse grupo hoje ficariam com o nome e elencos no papel: River Plate e Flamengo (apesar de ser muito difícil cravar alguma coisa nesse grupo).
| Jogadores do River Plate comemorando o bicampeonato da Recopa Sulamericana, em 2016, em cima do Independiente Santa Fé, um de seus adversários no grupo 4 da Libertadores 2018. Fonte: Getty Images. |
Do River Plate não há muito o que falar. Três conquistas da Libertadores (1986, 1996 e 2015), uma sulamericana (2014), duas recopas (2015 e 2016, esta inclusive em cima do adversário do grupo Santa Fé), um mundial (1986), e 36 campeonato argentinos, dentre outros títulos. Mas não é apenas com a tradição que o River chega à essa libertadores. Los Millonarios como são conhecidos fizeram jus ao apelido e montaram um verdadeiro esquadrão para 2018. O goleiro Franco Armani, como citado acima, vindo do Atlético Nacional, Santos Borré, do Atlético de Madrid, Juan Quintero, do Porto-POR, Bruno Zuculini, vindo do Hellas Verona-ITA, e o atacante Lucas Pratto, vindo do São Paulo, foram só os principais nomes que se juntaram ao já forte elenco do treinador Marcelo Gallardo, que possui nomes como o atacante Ignacio Scocco, um dos artilheiros da última libertadores, o meia Enzo Perez, frequente nas convocações da seleção argentina e o zagueiro Jonathan Maidana, dentre outros.
Apesar da má campanha no Campeonato Argetino (ocupa apenas a 21° posição de 28 equipes), eu vejo o River Plate ainda como favorito não somente para avançar neste grupo, como também sendo um dos favoritos ao título da competição.
Alô, alô, torcida rubro-negra, o Flamengo vem aí! O atual vice-campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana chega mais uma vez como favorito, mas vai ter que lutar contra seus adversários e também contra sua "tradição" para tentar assumir seu posto. O elenco estrelado do técnico Paulo César Carpeggiani (técnico da única conquista do Flamengo na competição em 1981) que conta com nome como Diego, Éverton Ribeiro, Diego Alves, Réver, Henrique Dourado, Vinícius Jr, dentre outros, terá um trabalho árduo pela frente. Movidos pela conquista recente da Taça Guanabara, a equipe rubro-negra iniciará a competição com uma dificuldade extra. Sem poder contar com a sua torcida nos dois primeiros jogos em casa (contra River e Santa Fé) por conta da punição (justa) pelo lamentável episódio na final da sulamericana do ano passado, o Flamengo vai a campo iniciar sua labuta para avançar à fase mata-mata da competição por mais um ano, tentando quebrar sua sina de seguidos vexames na fase de grupos da libertadores, não tendo avançado ao mata-mata nas suas três últimas participações (2012, 2014 e 2017) e só tendo chegado às quartas de final uma vez neste século (em 2010, quando foi eliminado pela U. de Chile) em oito participações.
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| Time do Flamengo entrando em campo pela estreia na Copa Libertadores de 2017, contra o San Lorenzo (ARG). Foto: Gilvan de Souza (O Globo). |
Um dos responsáveis por esta saga do Flamengo é o Emelec, rival de grupo do rubro-negro carioca nesta edição.
O time de Guayaquil chega com sua experiência de 27 participações na competição continental e 14 títulos equatorianos, sendo inclusive, o atual campeão. Apesar de ter sido carrasco do Flamengo em 2012, o clube não é tão amedrontador na competição, seu melhor resultado fora o 3° lugar em 1995.
Os destaques técnicos da equipe ficam por conta da dupla de zaga formada pelo experiente Jorge Guagua, de 36 anos, com o jovem Marlon Mejía, de 23. No ataque o destaque fica por conta do recém-contratado Jefferson Montero, com experiência europeia, já que veio do Swansea e tem passagens por Bétis, Villarreal e outras equipes da Espanha.
Outro fato curioso do Emelec é que ele é adepto à longevidade. Seu treinador, Alfredo Arias, inicia sua terceira temporada consecutiva no comando do clube equatoriano, e este parece ser um ano promissor, pois já nas duas primeiras rodadas do equatoriano 2018, o Emelec obteve duas vitórias.
O Independiente Santa Fé é outro time que torna o grupo 4 um dos "grupos da morte", já que chega para brigar de igual para igual contra River e Flamengo. Forte nos últimos anos, o Santa Fé chega a sua 6° participação consecutiva em libertadores de 12 totais em sua história. Campeão recente da copa sulamericana (2015) e semifinalista da libertadores (2013), o clube de Bogotá entra forte na fase de grupos após passar pelas fases preliminares contra o Deportivo Táchira (Venezuela) e Santiago Wanderers (Chile), principalmente no que diz respeito ao seu poderio ofensivo, que marcou 8 gols nas 4 partidas que disputou, e tendo já o artilheiro da competição, Wilson Morelo, autor de 6 desses gols.
Por essas razões, o Santa Fé do técnico uruguaio Gregorio Pérez é um forte candidato a beliscar uma das vagas do grupo para o mata-mata. E, caso River e Flamengo confirmem o mínimo favoritismo (que no caso é apenas um palpite), e o próprio Santa Fé confirme o seu contra o Emelec, será uma equipe a ficar de olho nas fases finais da Copa Sulamericana.
GRUPO 6:
Eu nomeei o grupo 6 como o "grupo dos campeões", pois nele está presente a maior quantidade de títulos da Libertadores de todos os grupos dessa edição do torneio. Nele estão presente o brasileiro Santos, tricampeão em 1962, 1963 e 2011; o Estudiantes de La Plata, tetracampeão em 1968, 1969, 1970 e 2009; e o uruguaio Nacional de Montevidéu, também tricampeão da competição em 1971, 1980 e 1988; totalizando portanto 10 títulos em um mesmo grupo, superando o grupo 7 (que tem 8 títulos) e o grupo 8 (que tem 7 títulos), e igualando a maior quantidade de campeões (3) com o grupo 5. O outro integrante do grupo é o Real Garcilaso, do Peru, que tem menos anos de vida do que seu grupo tem de títulos, tendo sido fundado em 28 de julho de 2009 (8 anos).
O cabeça de chave é o time da Vila Belmiro. Terceiro lugar no último Brasileirão e quarto-finalista da última libertadores (eliminado pelo Barcelona de Guayaquil), o Santos chega bem diferente do time do ano passado. A começar o craque do time, Lucas Lima, se transferiu para o Palmeiras, e o artilheiro Ricardo Oliveira, foi para o Atlético-MG. Porém, o torcedor santista pôde se animar um pouco com o retorno de Gabriel Barbosa (popularmente apelido de Gabigol, mas que só voltou a fazer gol mesmo nesse mês), e com a chegada do promissor técnico Jair Ventura, que veio do Botafogo, o qual comandou na última libertadores levando o time a fazer uma campanha histórica com um time limitado, nas mesmas condições que está o Santos.
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| Técnico Jair Ventura, ainda pelo Botafogo, na partida contra o Estudiantes pela Libertadores 2017. Foto: Juan Mabromata (site do O Globo). |
Se eu tiver que apontar um destaque individual na equipe da Vila é o seu goleiro: Vanderlei. Para muitos o melhor goleiro do último ano no Brasil e que merecia uma vaga na Seleção do Tite (mais do que o Cássio, pelo menos), Vanderlei vem em busca de mais uma temporada brilhante e, se conseguir, o Santos pode contar que avançar à fase de mata-mata não será um problema.
Apesar do começo ruim no paulistão, Jair Ventura parece finalmente ter arrumado o time, que engrenou uma boa sequência, permitindo que eu aposte no Peixe para se classificar (é preciso ver agora o desempenho da equipe contra gigantes do futebol sulamericano).
O Estudiantes, que tem mais tradição na América do Sul do que na própria Argentina, tendo conquistado apenas 6 campeonatos e não fazendo parte do "Clube dos Cinco" do futebol argentino, é um dos que pode ameaçar o clube brasileiro na competição.Tradicional, cascudo e defensivo (costuma jogar com uma linha de 5 na defesa), o time do técnico Lucas Bernardi chega com alguma relação direta com o Santos. Para começar, o Estudiantes estava no grupo 1 da última libertadores, ao lado do Botafogo, que era dirigido pelo Jair Ventura, agora técnico do Santos. Contudo, foi eliminado ainda na fase de grupos.
O zagueiro Fabián Noguera também é outro elo com o Santos, afinal está no clube argentino essa temporada por empréstimo, já que pertence ao alvinegro praiano.
Outra conexão com o clube brasileiro é que, assim como o Santos, classificou-se para a competição como o 3° colocado do campeonato nacional local. Nessa temporada, no entanto, o Estudiantes ocupa apenas a 10° posição na tabela, mas a apenas 2 pontos do 4° lugar, Independiente.
Outro adversário do grupo é o time que podemos dizer que é "a cara da libertadores". Recordista máximo de participações na competição (ao lado do seu rival, Peñarol), com 46 presenças, o Nacional do Uruguai chega com "corpo" após passar por duas duras fases preliminares, contra a brasileira Chapecoense (2-0) e o argentino Banfield (3-2).
Sem muita individualidade, como todo time uruguaio, é um time que mescla conjunto com raça e, claro, o seu caldeirão, o estádio Gran Parque Central, onde cabem mais de 26 mil uruguaios empurrando sua equipe com todas as forças. O Nacional é para mim a maior força desse grupo, superando Santos e Estudiantes, por já vir "quente" para a disputa (já que já jogou duas fases preliminares) e por ter o "Espírito de Libertadores" na camisa. Assim como seus adversários Santos e Estudiantes, também chega à edição 2018 tendo sido o 3° lugar no campeonato nacional.
Quem corre por fora nesse grupo é o caçula Real Garcilaso, que, como supracitado, tem menos anos de vida do que seus rivais têm de título da Copa Libertadores. Apesar disso, não pense que o clube da cidade de Cuzco é novato na competição.
Com um desenvolvimento precoce, o clube já é considerado uma das forças do futebol peruano. Além disso, possui uma das melhores campanhas de um clube peruano na competição, quando chegou às quartas-de-final na edição de 2013, após eliminar, inclusive seu rival nessa edição, Nacional do Uruguai, nas oitavas-de-final, quando fazia sua estreia na competição batendo o recorde de equipe mais jovem a participar de uma Libertadores, com 3 anos e meio.
O clube que é inspirado no multicampeão Real Madrid chega à essa edição como o vice-campeão peruano e com sua principal arma ofensiva sendo o polivalente Joazhino Arroé, de 25 anos, e o seu estádio, o "Inca Garcilaso de la Vega", localizado a 3.550 metros de altitude.
GRUPO 8:
O último grupo da Libertadores serve como um exemplo prático da frase "deixar o melhor pro final". Neste grupo, além da presença de três atuais campeões em suas respectivas ligas nacionais, e que também fazem parte dos dois maiores campeões nacionais em seus países, há também a presença de dois campeões da competição, que juntos somam sete títulos.
Boca Juniors e Palmeiras aparecem como as principais forças do grupo e também da competição, o que me faz lamentar o fato de eles estarem juntos no mesmo grupo quando são favoritos até mesmo a fazerem a final. Alianza Lima é o outro multicampeão nacional do grupo, que pode servir como pedra no caminho dos dois primeiros. O quarto elemento do grupo é o Junior Barranquilla, da Colômbia, que veio da fase prévia e, para variar, oriundo de um duelo contra outro gigante do continente: o tricampeão Olímpia, do Paraguai (que poderia ser mais um campeão nesse grupo). O Junior eliminou também outro paraguaio, o Guaraní.
Mantendo o espírito do "deixar o melhor pro final", iniciarei pelos times que não são favoritos ao título. O Alianza Lima, fundado em 1901, vem para tentar surpreender os gigantes. Sendo o atual campeão peruano e o time mais popular de seu país, o time da capital conta com bons jogadores em seu elenco, incluindo jogadores de seleção peruana, que jogará a Copa do Mundo da Rússia em alguns meses.
Se o Real Garcilaso (grupo 6), já fez história ao chegar às quartas em 2013, o Alianza Lima então fez mais ainda estando presente em duas semifinais de Libertadores, em 1976 e 1978, sendo a 2° equipe do país a chegar mais longe na competição continental, perdendo apenas para o Universitário e Sporting Cristal, empatados em 1° com um vice cada (em 1972 e 1997, respectivamente).
Correndo por fora também temos o Atlético Junior de Barranquilla, que vem motivado e "vacinado" para esse grupo complicado após eliminar o tradicionalíssimo Olímpia e o forte Guaraní ao visitar o Defensores del Chaco duas vezes.
Com 19 participações em torneios internacionais, tem como seu melhor desempenho a semifinal da Libertadores em 1994 e da Copa Sulamericana ano passado, quando foi eliminado pelo Flamengo (que pode dizer melhor do que ninguém que foi um duelo complicado).
Como destaques eu aponto seu poderio ofensivo com o renomado atacante Téo Gutierrez (sondado pelo Corinthians nos últimos anos), o veloz e habilidoso meia Yimmi Chará, e o mais novo reforço, vindo do semifinalista da última edição, Barcelona de Guayaquil, o atacante Jonathan Álvez. Os três, juntos do meia uruguaio Matías Mier, formam um dos ataques mais astutos e perigosos da competição e podem vir a atrapalhar (e muito) a vida dos favoritos.
O Boca Juniors é aquele que podemos chamar de "Rei da América". Em seus 112 anos de existência, o Clube Atlético Boca Juniors soma em sua história 6 conquistas de Libertadores, 2 de Copa Sulalmericana, 4 Recopas e 3 Mundiais, além de 32 campeonatos argentinos.
Além de sua gloriosa história (recente até) e do poderio de "La Bombonera", que se mostram, muitas vezes como suficientes para levar o clube aos triunfos mesmo sem possuir grandes times, em 2018 isso parece ser diferente. O técnico Guillermo Schelotto terá a sua disposição jogadores como os laterais de seleção argentina, Julio Buffarini e Emmanuel Mas; meias como o experiente Fernando Gago, Edwin Cardona e Alexis Messidoro, grande promessa dos Xeneizes com seus 20 anos; além de um super ataque com o artilheiro Dario Benedetto (da seleção de Sampaoli), Cristian Pavón, o ex-Cruzeiro Ramón Ábila, e ele, um dos maiores ídolos da torcida, Carlitos Tévez, que está de volta para sua terceira passagem com a camisa do Boca (as outras foram em 2001-2004 e 2015-2016).
Por todos esses fatores o "Señor Libertadores", como é apelidado, retorna à competição continental (após ficar de fora em 2017) mais forte do que nunca. E quem sofrerá com isso logo de cara é o brasileiro Palmeiras, que o enfrentará no dia 11/04, no Allianz Parque, em jogo válido pela 3° rodada. Um confronto histórico considerando o presente das equipes e também o passado, pois ambos já se encontraram seis vezes na competição, dentre elas uma final, em 2000, na qual os argentinos levaram a melhor sobre o, até então, atual campeão e uma semifinal em 2001, na qual também deu Boca. Além de um confronto pelas quartas-de-final da Copa Mercosul de 1998, na qual deu Palmeiras.
O Palmeiras é outro que chega com status de favorito. Campeão da Copa do Brasil em 2015, campeão brasileiro em 2016 e vice-campeão brasileiro em 2017, o alviverde imponente chega à sua terceira participação consecutiva em Libertadores, e, neste ano, a sua patrocinadora e parceira, Crefisa, manteve os investimentos lá em cima para fazer com que o maior campeão brasileiro repita 1999 e conquiste a América outra vez.
Reforçados pelo goleiro campeão olímpico Weverton, o meia de seleção brasileira Lucas Lima, os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa (dois dos melhores laterais do Brasil em 2016/17) e do meia Gustavo Scarpa, o elenco que já era forte com o capitão Dudu, Felipe Melo, Jailson, Borja (artilheiro da libertadores 2016), Edu Dracena, dentre outros, a Sociedade Esportiva Palmeiras e seu treinador, Roger Machado, terão a árdua tarefa pela frente de confirmar todo o favoritismo (e retornar todo o investimento) e fazer bonito em 2018.
O maior desafio do Alviverde será exatamente esse. Não será o Boca ou qualquer outro adversário. Será a pressão que é posta sobre ele, tanto pela imprensa, quanto pela torcida, como também pela própria diretoria, que esperam (com razão) que todo o dinheiro movimentado e jogadores de peso deem o resultado esperado. Pressão esta que já foi sentida pela primeira vez nesta temporada, após três jogos sem vitória no campeonato paulista, incluindo uma derrota por 2x0 para seu maior rival Corinthians no último jogo do time antes da estreia na competição, que será na quinta-feira (01/03) contra o Junior Barranquilla na Colômbia.
E para você, quem erguerá a tão cobiçada taça da Libertadores esse ano e terá seu nome gravado na plaquinha 2018?
Com 19 participações em torneios internacionais, tem como seu melhor desempenho a semifinal da Libertadores em 1994 e da Copa Sulamericana ano passado, quando foi eliminado pelo Flamengo (que pode dizer melhor do que ninguém que foi um duelo complicado).
Como destaques eu aponto seu poderio ofensivo com o renomado atacante Téo Gutierrez (sondado pelo Corinthians nos últimos anos), o veloz e habilidoso meia Yimmi Chará, e o mais novo reforço, vindo do semifinalista da última edição, Barcelona de Guayaquil, o atacante Jonathan Álvez. Os três, juntos do meia uruguaio Matías Mier, formam um dos ataques mais astutos e perigosos da competição e podem vir a atrapalhar (e muito) a vida dos favoritos.
O Boca Juniors é aquele que podemos chamar de "Rei da América". Em seus 112 anos de existência, o Clube Atlético Boca Juniors soma em sua história 6 conquistas de Libertadores, 2 de Copa Sulalmericana, 4 Recopas e 3 Mundiais, além de 32 campeonatos argentinos.
Além de sua gloriosa história (recente até) e do poderio de "La Bombonera", que se mostram, muitas vezes como suficientes para levar o clube aos triunfos mesmo sem possuir grandes times, em 2018 isso parece ser diferente. O técnico Guillermo Schelotto terá a sua disposição jogadores como os laterais de seleção argentina, Julio Buffarini e Emmanuel Mas; meias como o experiente Fernando Gago, Edwin Cardona e Alexis Messidoro, grande promessa dos Xeneizes com seus 20 anos; além de um super ataque com o artilheiro Dario Benedetto (da seleção de Sampaoli), Cristian Pavón, o ex-Cruzeiro Ramón Ábila, e ele, um dos maiores ídolos da torcida, Carlitos Tévez, que está de volta para sua terceira passagem com a camisa do Boca (as outras foram em 2001-2004 e 2015-2016).
Por todos esses fatores o "Señor Libertadores", como é apelidado, retorna à competição continental (após ficar de fora em 2017) mais forte do que nunca. E quem sofrerá com isso logo de cara é o brasileiro Palmeiras, que o enfrentará no dia 11/04, no Allianz Parque, em jogo válido pela 3° rodada. Um confronto histórico considerando o presente das equipes e também o passado, pois ambos já se encontraram seis vezes na competição, dentre elas uma final, em 2000, na qual os argentinos levaram a melhor sobre o, até então, atual campeão e uma semifinal em 2001, na qual também deu Boca. Além de um confronto pelas quartas-de-final da Copa Mercosul de 1998, na qual deu Palmeiras.
| Palmeiras e Boca Juniors na decisão por pênaltis na final da Libertadores de 2000 na qual o Boca saiu como campeão. Fonte: Jovem Pan (site) |
Reforçados pelo goleiro campeão olímpico Weverton, o meia de seleção brasileira Lucas Lima, os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa (dois dos melhores laterais do Brasil em 2016/17) e do meia Gustavo Scarpa, o elenco que já era forte com o capitão Dudu, Felipe Melo, Jailson, Borja (artilheiro da libertadores 2016), Edu Dracena, dentre outros, a Sociedade Esportiva Palmeiras e seu treinador, Roger Machado, terão a árdua tarefa pela frente de confirmar todo o favoritismo (e retornar todo o investimento) e fazer bonito em 2018.
O maior desafio do Alviverde será exatamente esse. Não será o Boca ou qualquer outro adversário. Será a pressão que é posta sobre ele, tanto pela imprensa, quanto pela torcida, como também pela própria diretoria, que esperam (com razão) que todo o dinheiro movimentado e jogadores de peso deem o resultado esperado. Pressão esta que já foi sentida pela primeira vez nesta temporada, após três jogos sem vitória no campeonato paulista, incluindo uma derrota por 2x0 para seu maior rival Corinthians no último jogo do time antes da estreia na competição, que será na quinta-feira (01/03) contra o Junior Barranquilla na Colômbia.
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| Taça da Copa Libertadores da América. Fonte: Fox Sports. |



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