Ontem, Cochabamba (Bolívia) ficou bem perto de ser o cenário do maior desastre futebolístico da história do Vasco da Gama. Com uma vantagem de 4x0 no placar, o clube carioca subiu a altitude podendo perder de até três gols de diferença para um time tecnicamente mais fraco. Uma missão a princípio tranquila, considerando-se o histórico, mas que por um detalhe não se tornou um pesadelo.
A queda seria grande, ainda mais com uma altitude de mais de 2000 metros, mas um homem puxou o Vasco do precipício: Martin Silva, o herói dessa crônica.
Quando o jogo começou o objetivo era: Não tomar gol nos primeiros vinte minutos para carimbar a classificação. Mas logo com cinco minutos, o clube boliviano abriu o placar. Não tenso o suficiente, na saída de bola já saiu o segundo. Era a tragédia anunciada. A pressão dentro de campo só não era maior porque era na altitude. Aos 16 minutos, veio o terceiro e a vantagem estava morta. Agora o cruzmaltino teria 75 minutos para administrar as adversidades, técnicas e psicológicas, e não tomar 1 gol (algo que não fez em 1/4 do tempo que agora teria pela frente). A lógica matemática apontava que isto seria impossível, o único fator que poderia impedir isso seria uma mudança instantânea e total de postura da equipe, que entrou em campo mal escalada pelo técnico Zé Ricardo (mas isso é assunto para outro parágrafo).
O tempo passou e o time do Vasco evoluiu dentro de campo (piorar era impossível). No restante da partida, a equipe conseguiu ter um pouco mais de posse de bola, segurou a pressão e tomou apenas mais um gol, atingindo o limite que levava a decisão pros pênaltis. E nas penalidades, era de igual para igual.
Foi quando brilhou a estrela do capitão, e herói, Martin Silva. O uruguaio defendeu três cobranças e devolveu o Gigante da Colina à fase de grupos, o que não deveria ter sido tão duvidoso ontem.
Ao fim o resultado foi como era esperado: Vasco classificado para o grupo 5 com Cruzeiro, Racing (ARG) e Universidade de Chile. O alerta, porém, está piscando disparado. O jogo de ontem não era pra te sido tão desesperador nem tão ameaçador, mas foi e a pergunta a se fazer é: Por que o Vasco quase foi vítima de um vexame histórico?
Alguns podem apontar o excesso de confiança ou conformismo/ espirito de "já ganhou" do Vasco, ou até a extraordinária raça do Jorge Wilstermann, que por não ter nada a perder foi pra cima desesperado, como quando, na NFL, o time executa a jogada do "Hail Mary".
Outros já podem apontar um erro de Zé Ricardo na escalação e proposta de jogo. Na situação do jogo como o de ontem, o normal para mim seria entrar com uma compactação defensiva e explorar os contra-ataques, o que pedia os velozes Rildo e Riascos nos lugares dos mais lentos Wagner e Ríos. Era colocar o Desabato entre os zagueiros para fazer uma linha de 5 à frente da área e impedir, além das jogadas de penetração do time boliviano, também as jogadas aéreas, que se mostraram fatais para o placar de ontem. No segundo tempo, ambos entraram assim como Thiago Galhardo que foi expulso após mostrar inexperiência em Libertadores e cair na pilha dos jogadores do Wilstermann.
Após muito sofrimento, o Vasco conseguiu confirmar sua presença no grupo 5 da Libertadores, um dos mais difíceis da competição, ao lado do 4 (do Flamengo é River Plate) e 8 (de Palmeiras e Boca Juniors). Agora, diferentemente do que Yago Pikachu disse na entrevista pós-jogo, não é esquecer e focar nos próximos jogos, um jogo como esse é para ser lembrado e estudado para que não se repitam os erros na (s) próxima (s) fase (s).
Após muito sofrimento, o Vasco conseguiu confirmar sua presença no grupo 5 da Libertadores, um dos mais difíceis da competição, ao lado do 4 (do Flamengo é River Plate) e 8 (de Palmeiras e Boca Juniors). Agora, diferentemente do que Yago Pikachu disse na entrevista pós-jogo, não é esquecer e focar nos próximos jogos, um jogo como esse é para ser lembrado e estudado para que não se repitam os erros na (s) próxima (s) fase (s).
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